sexta-feira, 14 de junho de 2013

Fifa é isso - manda- - "nois" obedece

Crianças: o que estão aprendendo sobre nanismo?


De: Regiane De Cassia Ruivo Maturo [mailto:Regiane.Maturo@sesipr.org.br]
Enviada em: quinta-feira, 13 de junho de 2013 14:18
Assunto: Crianças: o que estão aprendendo sobre nanismo?

Já havia algum tempo que estava querendo postar um artigo sobre esse assunto. Hoje aconteceu comigo duas situações completamente opostas, que me fez levantar a seguinte questão: O que as crianças de hoje estão aprendendo sobre pessoas com nanismo, ou qualquer outra deficiência? Será que estão tendo acesso a informação adequada de acordo com a idade que se encontram? O papel é dos pais ou da escola quando o assunto é respeito às pessoas com deficiência?

O respeito às pessoas com deficiência deve vir desde cedo

Vou relatar agora pra vocês as duas situações que aconteceram comigo hoje, quando saía do meu trabalho. A primeira aconteceu imediatamente após a minha saída, quando fui à uma farmácia para comprar um remédio. Quando estava chegando em frente ao estabelecimento, encontrei uma menininha que aparentava ter mais ou menos 5 anos. A criança estava acompanhada da babá e conforme fui me aproximando, ela me encarou com uma cara de medo e olhou para a babá como quem diz “E agora?”.
Quando olhei para a babá, peguei ela falando “Cuidado! Ele vai te pegar“. A moça ficou muito sem graça quando viu que eu estava olhando pra ela no exato momento em que ela amedrontava a menina. Na hora confesso que fiquei tão sem reação, que agora analisando com mais detalhes a situação, me arrependo de não ter conversado com a babá.
A segunda situação aconteceu quando eu já estava no ônibus. Me sentei e vi que ao meu lado se encontrava uma mãe junto com seu filho de 2 anos e 10 meses. O menino me abordou como se eu fosse o novo amiguinho de escola dele. Claro que depois vieram perguntas como “Você é grande?” e “O seu pé é pequeno?”, mas fiquei impressionado com a espontaneidade da criança durante o resto do bate-papo. Quando chegou o ponto dele, eu já sabia que se chamava Tales, tinha 2 anos, não gostava de tomar remédio, tinha uma bota do Ben 10, carregava um gatinho de verdade na sua bolsa, ontem tinha uma namorada que chamava Isabella e a de hoje ele nem se lembrava mais do nome.
Esses dois contrastes me fizeram pensar se as crianças de hoje estão tendo a educação correta à respeito das pessoas com deficiência. Uma boa parte das crianças que se deparam durante o dia comigo, ou com outras pessoas com nanismo, sentem medo. Uma coisa que é absolutamente normal quando se trata de algo novo, uma característica até então desconhecida. Mas onde está a falha (se é que podemos chamar assim) que faz esse medo persistir ou se transformar em deboche?
Se as escolas são as responsáveis pela formação de caráter dos futuros adultos desse país, por que não ensinar as crianças desde cedo a respeitarem as diferenças entre sexo, raça, cor, condição financeira, cargo, idade, condição física ou mental? Se os pais também partilham dessa responsabilidade, por que não falar sobre as pessoas com deficiência quando as crianças começarem a questionar sobre as pessoas não serem iguais?
Eu acredito que o respeito às pessoas com deficiência pode, e deve, ser ensinado desde cedo. Muita coisa poderia ser diferente se os pais começassem a trabalhar em suas crianças o respeito ao coleguinha que tem autismo ou alguma outra deficiência mental, física, auditiva ou visual. Se o prazer em ajudar o próximo a pegar alguma coisa que estivesse fora do alcance, atravessar a rua, resolver alguma dificuldade intelectual, fosse disseminado de pai para filho. Se o respeito e o amor ao próximo fossem ensinados como a matemática e suas contas de adição e subtração.


Regiane Ruivo Maturo
Responsabilidade Social
Sesi
(41) 3271-9237


terça-feira, 4 de junho de 2013

Apesar de o PNE prever 10% do PIB para a educação, sabe-se que a efetividade das políticas públicas não depende apenas do aumento dos recursos, mas também da qualidade e da efetividade dessas ações

29/05/2013 15:22) Contas do Governo: Educação

O parecer prévio das Contas do Governo do exercício de 2012 emitido pelo Tribunal de Contas da União (TCU) analisou, entre outros temas, a situação educacional do Brasil, desde o ensino infantil até a formação superior. Índices demonstram desigualdades regionais que prejudicam o desenvolvimento igualitário da educação. Além disso, dificuldades de permanência e de acesso são fatores que inviabilizam a educação abrangente e de qualidade. A execução descentralizada das políticas de educação básica no Brasil também contribui para a perpetuação das diferenças educacionais entre as regiões.
Ao analisar a educação básica, o TCU identificou que os principais entraves são ligados à qualidade, à equidade, ao acesso e à permanência. O tribunal também observou que esses fatores se manifestam em diferentes intensidades para cada etapa do ensino, seja infantil, fundamental ou médio.
Em relação à educação infantil, das crianças de quatro a cinco anos, a taxa de escolarização de 2011 foi de 77,4%, percentual distante da meta de 96% para 2016. Já no ensino fundamental (de seis a 14 anos), a taxa verificada foi de 98,2%, o que indica que o acesso está universalizado. Entretanto, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que mede a qualidade das escolas e das redes de ensino, apresentou uma média de 5,1 para a rede pública do ensino fundamental, em 2011, sendo que alguns estados apresentaram valores entre 3,4 e 3,9 (estes agrupados na região Nordeste).  Para o relator das Contas do Governo de 2012, ministro José Jorge, “Apesar da universalização, o desafio agora é garantir uma educação de qualidade, como mostra o Ideb”, afirma.
O Ideb do ensino médio (dos 15 aos 17 anos) mostrou uma estagnação no valor de 3,7. “Neste ritmo, o País apenas alcançaria a média 6,0, equivalente a dos países da Organização para Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), em 2057”, comenta José Jorge. Além disso, para o TCU, há necessidade de aprimoramento do Ideb, tendo em vista que, embora o indicador responda por duas importantes dimensões – fluxo escolar e proficiência dos alunos –, deixa de retratar outros fatores igualmente relevantes, como corpo de profissionais da educação, infraestrutura das escolas, recursos pedagógicos disponíveis e processos da gestão.
Um dos exemplos da desigualdade regional na área de educação está relacionado ao ensino superior, com as regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste concentrando 75% das instituições, sendo 48% na região Sudeste. “Enquanto São Paulo tem 46 vagas por mil habitantes, estados como Alagoas, Ceará, Pará, e Maranhão têm menos de 10 vagas por mil habitantes, situação essa que evidencia a desigualdade das regiões menos desenvolvidas”, afirma José Jorge.
O TCU analisou, também, os três planos por meio dos quais a União atua na educação básica: Plano Nacional de Educação (PNE), Plano Plurianual (PPA) e Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). Em relação ao PNE, que deveria vigorar de 2011 a 2020, cujo projeto de lei ainda se encontra em tramitação, o principal risco ao alcance dos resultados pretendidos, na análise do tribunal, consiste na não aprovação ou aprovação parcial da meta que prevê o aumento de recursos direcionados à educação como percentual do PIB. “Apesar de o PNE prever 10% do PIB para a educação, sabe-se que a efetividade das políticas públicas não depende apenas do aumento dos recursos, mas também da qualidade e da efetividade dessas ações”, conclui José Jorge.
O relatório e o parecer prévio serão encaminhados ao Congresso Nacional, que realiza o julgamento político. O TCU vai monitorar o cumprimento das recomendações e sugestões pelos órgãos e entidades fiscalizados.
Serviço:
Para ler a íntegra da decisão, clique aqui
Processo: 006.617/2013-1
Acórdão: 1274/2013-TCU-Plenário
Sessão: 29/5/2013
Secom - LV
Tel.: (61) 3316-5060
E-mail: imprensa@tcu.gov.br
Siga o TCU no Twiter: twitter.com/tcuoficial.
Para reclamações sobre uso irregular de recursos públicos federais, entre em contato com a Ouvidoria do TCU, clique aqui ou ligue para 0800-6441500.