sábado, 24 de novembro de 2012

Algumas fotografias e uma preocupação













Um concurso Cartaz pela Paz com algo mais e o apoio da Patrulha Escolar

Luana Romanoski do Nascimento -vencedora do concurso promovido pelo Lions no CE Tancredo Neves - Cartaz pela Paz

Time vencedor

FINALISTAS - DESENHOS SELECIONADOS POR TURMAS 6. ANO “A” - Letticia Ribeiro Vieira 6. ANO “A” - Jonas Ribeiro dos Santos Júnior 6. ANO “B” - Eugenia Priscila de Carvalho 6. ANO “B” - Camila Andrade Mariz 6. ANO “C” - Beatriz da Silva Brito 6. ANO “D” - Brenda Lemos da Silva 6. ANO “D” - Alef Nascimento de Paula 7. ANO “A” - Thomaz Wilson dos Santos 7. ANO “A” - Ruana Cassia Ferreira Lara 7. ANO “B” - Julianna de Freitas Costa 7. ANO “B” - Thiago Chiquiti Volpato 7. ANO “C” - Manassés Boccaldi da Silveira 7. ANO “C” - Evelaine Removicy Batista 7. ANO “D” - Suzane Aparecida do Carmo Barbosa 7. ANO “D” - Luana Romanoski do Nascimento 7. ANO “D” - Rafaela dos Santos 7. ANO “E” - Walesca Karen dos Santos 7. ANO “E” - Robson Diogo Stoqueiro de Tolledo

Final com a algazarra típica do ambiente escolar

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Programação e pedidos do CE Tancredo Neves em Colombo




De: Geane Poteriko [mailto:gepoteriko@hotmail.com]
Enviada em: quarta-feira, 21 de novembro de 2012 00:23
Para: CASCAES
Assunto: Confirmação: Programação festiva

Olá, Cascaes,

Confirmado evento de entrega dos certificados para sexta-feira, dia 23/11/2012, às 16:00h.

Gostaria de saber se há possibilidade do Lions conceder um kit de materiais escolares, com itens para desenho, à aluna vencedora,  Luana Romanoski do Nascimento, como incentivo.

Todos os desenhos que concorreram foram postados no facebook do Tancredo Neves, no álbum  Desenhos do "Concurso de Cartaz sobre a Paz": 


 Os muros grafitados também estão postados no face, no álbum GRAFITE NO CETAN.


Segue em anexo a foto da aluna vencedora e seu desenho grafitado no muro.

Abraços,
Geane.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

a visão dos alunos sobre a pichação no colégio e no Bairro Santa Tereza.


Geane Poteriko
01:54 (14 minutos atrás)
para TENENTECASCAESmimFRANCISTANCREDO
Prezados
Cascaes, Tenente Mazon, diretor Francis e pedagoga Adriana,

Vejam que interessante a visão dos alunos sobre a pichação no colégio e no Bairro Santa Tereza.


Att,
Prof. Geane.


Date: Wed, 7 Nov 2012 16:16:37 -0300
Subject: Re: PALESTRAS - PICHAÇÃO - Cronograma a reestruturar
From: tenmazon@gmail.com
To: gepoteriko@hotmail.com

ciente Geane, obrigado, vamos ver o que é possível alcançar até o final do ano letivo.
Ten mazon

Em 7 de novembro de 2012 15:53, Geane Poteriko <gepoteriko@hotmail.com> escreveu:
BOA TARDE,
Tenente Mazon,

Conforme conversamos, encaminho a relação das turmas que ainda não participaram das palestras sobre Pichação.
Em anexo, segue o primeiro cronograma que fizemos, com destaque em vermelho nas turmas onde já se realizaram as palestras.

Lembro que o trabalho de grafitagem dos muros será feito na segunda e terça-feira, dia 12/11 e 13/11.

Grata,
Prof. Geane Poteriko.


CRONOGRAMA DE PALESTRAS
BATALHÃO DA PATRULHA ESCOLAR COMUNITÁRIA


TURMAS A SEREM REALIZADAS AS PALESTRAS


 PERÍODO: MANHÃ
         9º ano “B”
         1º ano “A”
         1º ano “B”
         2º ano “A”
         3º ano “A”

  PERÍODO: TARDE
         6º ano “A”
         6º ano “B”
         6º ano “C”
         7º ano “B”
         7º ano “C”
         7º ano “D”
         7º ano “E”   

  PERÍODO: NOITE
         1º ano “D”
         2º ano “B”
         3º ano “B”

YouTube - Vídeos desse e-mail
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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Segurança e primeiros socorros - queremos voluntários



Bom dia,
Prezado Cascaes,

Conforme reunião de 05/11/12 no Colégio Estadual Tancredo de Almeida Neves, com diretor Francis Bolsi, 
encaminho este e-mail solicitando parceria para um trabalho junto alunos e professores do colégio,
referente a Treinamento em Segurança (abandono da escola em casos de riso - evacuação) e Primeiros Socorros.

O colégio possui disponibilidade para um trabalho de 2 dias, que pode ser agendado a partir da data 07/12/12.
Ressalto que tivemos excelentes indicações sobre as atividades realizadas no Colégio Estadual Prof. Altair da Silva Leme, na Vila Liberdade, Colombo. E, dessa forma, gostaríamos muito de estender este trabalho para nossa escola.

Atenciosamente,
Prof. Geane Poteriko.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Pichação, grafitagem e o concurso Cartaz pela Paz



De: Geane Poteriko [mailto:gepoteriko@hotmail.com]
Enviada em: segunda-feira, 5 de novembro de 2012 11:32
Para: jccascaes@onda.com.br
Assunto: Noticias - CAMPANHA CONTRA A PICHAÇÃO

CAMPANHA CONTRA A PICHAÇÃO DO CETAN

O Colégio Estadual Tancredo de Almeida Neves continua neste mês de novembro as atividades da Campanha de Conscientização contra a Pichação que foi iniciada neste ano letivo, para buscar medidas de prevenção e combate aos vandalismos praticados contra o próprio colégio.
A princípio, através de trabalhos desenvolvidos pelos professores em sala de aula nas várias disciplinas, bem como palestras com a Patrulha Escolar, debates, levantamento de material sobre o tema e produção de vídeos e material de divulgação para a Campanha, feitos pelos alunos, o colégio também conseguiu concluir a instalação de câmeras de segurança em todas as salas de aula e no prédio escolar. Este sistema de monitoramento de segurança por vídeo está trazendo resultados positivos na prevenção de atos de vandalismo contra o colégio.

O próximo passo é o mais esperado pelos alunos. Neste mês de novembro, vamos transformar as pichações que depreciam os muros e paredes do Colégio Estadual Tancredo de Almeida Neves em “arte”, fazendo grafite em cada um dos locais com poluição visual e pichação.
Para isso, em uma atividade paralela, o Colégio está participando de um Concurso de Desenhos que busca selecionar o que irá ser grafitado em nossos muros e paredes. Juntamente com o Lions Clube Curitiba Batel, o “Concurso de Cartaz sobre a Paz do Lions Internacional” está mobilizando alunos dos 6. e 7. anos a expressar, por meio de desenhos, o que entendem sobre o tema: “Imagine a Paz”.
A partir deste trabalho, os melhores desenhos de cada turma serão escolhidos para tomar o lugar das pichações e transformar o ambiente de nossa escola em um local mais agradável, valorizando tanto o nosso próprio colégio quanto o trabalho de professores, equipe e direção e, é claro, a visão que nossos alunos possuem do seu espaço escolar.

O Cronograma para as atividades está assim definido:

  • 07/11/12: Produção dos Cartazes do “Concurso de Cartaz sobre a Paz do Lions Internacional”, feitos pelos alunos dos 6. e 7. anos do Ensino Fundamental, em um trabalho simultâneo em todas as turmas. Início às 15:30h e término às 17:15h.
  • 12/11/2012 e 13/11/2012: Grafitagem dos muros e paredes do colégio que estão pichados. Mobilização de todas as turmas e professores do colégio, em período integral nos dois dias.

Convidamos a todos os interessados para estarem conosco nesta ação.
E assim vamos fazendo a nossa parte, na contribuição por uma educação de qualidade e realmente significativa.

Atenciosamente,
Prof. Geane Poteriko

sábado, 3 de novembro de 2012

Uma sociedade de perdedores



Escrito por Filipe Celeti | 03 Outubro 2012
Artigos - Direito
Esta lei me ofende por ser estúpida, mas não fico pedindo a prisão dos anencéfalos da comissão de justiça do senado por estar ofendido com tamanha burrice.
Foca-se no bullying, mas indiretamente se criminaliza a palmada, por exemplo.Punirá, na verdade, os pais e os professores. O efeito jurídico será a possibilidade de enquadrá-los em mais delitos.

Estamos caminhando para uma sociedade de perdedores, de maricas, de frangos, em suma, de pequenos indivíduos medíocres. Cento e doze anos após a morte de Nietzsche, o Brasil embarca numa cruzada moralizante de rebanho.  É espantoso ver como andamos rapidamente para o matadouro da civilização. Caminhamos para a nossa morte, em silêncio.  Meu tom apocalíptico pode parecer exagero, mas é necessário para demonstrar o quanto determinadas atitudes estão levando a humanidade ao seu crepúsculo. A nova lei do bullying é um exemplo disto.
Sob a alcunha de "intimidação vexatória" o Brasil irá criminalizar o bullying. Aquele colega de sala de aula chato que todos nós temos ou tivemos, apaixonado por colocar apelidos e que, devido ao fato de ter menos vergonha ou ser mais efusivo, sempre ultrapassa um pouco os "limites", será criminalizado pelo simples fato de ser chato. Estamos decretando o fim do humor, da piada, da risada e da diversão que é capaz de mudar a nossa rotina.
Obviamente que a lei não é tão simplista quanto o exemplo do colega praticante do bullying para com os gordos, portadores de óculos, fanhos etc. A lei proposta é clara em dizer que o crime é intimidar, constranger, ameaçar, assediar sexualmente, ofender, castigar, agredir ou segregar criança ou adolescente. A punição será de um a quatro anos, em caso de condenação. Aqui é preciso dar uma pausa, respirar e demonstrar a estupidez desta proposta de lei.
A particularização das leis mais atrapalha do que auxilia. Uma proposta de simplificar o que seria de fato um crime é defini-lo como coação para com a vida e a propriedade de terceiros.  Neste sentido, agressões físicas, assassinatos, roubos e furtos são crimes fáceis de identificar, pois a coação para com a vida e propriedade alheia é evidente. Como podemos identificar o crime de intimidação vexatória?
Intimidar é obviamente uma agressão para com a integridade da pessoa, é levá-la pela força a agir ou deixar de agir de determinada forma. O mesmo ocorre com a ameaça e a agressão. É fácil identificar que estes três pontos possuem realmente um viés de coação para com a pessoa. Não é preciso esperar o disparo da arma para agir, a arma em punho e a clara intenção de atirar, isto é, a ameaça, é passível de reação perante o agressor.  Entendo que os critérios que constituem a diferença entre uma mera ameaça trivial de uma ameaça real podem ser nebulosos, por isso o uso do exemplo da arma. O que não faz sentido é que já existem leis que criminalizam a agressão, a ameaça e a intimidação, não fazendo sentido mais particularizações.
Não é preciso falar sobre o assédio sexual, que também já é crime e não precisava constar na lista da intimidação vexatória.
Os problemas começam com a criminalização do constrangimento. Como mensuramos o constrangimento? Tudo o que constrange individualmente uma criança e adolescente deverá ser crime? Numa sociedade de adultos donos de si mesmo e não meros servos de vontades alheias faz-se tudo aquilo que não agrida terceiros. Apenas seres pequenos visam coibir, pela força da lei, que pessoas livres exerçam sua liberdade. O não constrangimento está muito mais relacionado à sensibilidade humana em não constranger do que em privação de determinada atitude em prol de um conceito subjetivo.
Paralelo ao "crime" de constrangimento está o "crime" da ofensa. Pessoas fracas se sentem ofendidas. Esta lei me ofende por ser estúpida, mas não fico pedindo a prisão dos anencéfalos da comissão de justiça do senado por estar ofendido com tamanha burrice. Ofensas são combatidas ou são ignoradas num processo de abstração psicológica. Prender por ofensa é coisa digna de pessoas mentalmente infantilizadas, incapazes de superar um xingamento. O mundo adulto é repleto de ofensas, calúnias e difamações. Por este motivo ofendo todos os patéticos asseclas da criminalização destes atos.
Outro ponto complexo é a definição de castigo. Como criminalizar um castigo? Castigar uma criança amarrando-a num poste, espancando-a com chicote ou cortando seu corpo são todos castigos de agressão física, obviamente atitudes condenáveis.  Fico imaginando quantos processos idiotas de adolescentes chatos e pentelhos irão surgir contra as "punições" recebidas de seus pais. Os políticos desocupados (desculpem a redundância) ficam criando estes textos inúteis apenas para daqui algum tempo posarem de benfeitores de "leis da moda". É óbvio que entra em pauta a velha discussão sobre a palmada. Estou convicto que há maneiras mais eficazes de disciplinar um filho, como o uso de regras claras, objetivas e construídas de maneira participativa, com punições restritivas e diálogo acerca da ação e da punição. Entretanto, criminalizar um pai que faz o uso da palmada (que é algo bem diferente do agredir por agredir) é criminalizar a escolha disciplinar. Para os adeptos da discussão sobre diversidade cultural, que defendem que índios possam matar crianças defeituosas ou gêmeas, a palmada é uma construção cultural da tradição judaico-cristã. Neste aspecto, por mais idiota que seja usar a "varinha", não faz sentido criminalizar o castigo perpetuado pelos pais para fins disciplinares.
Por último ficou a segregação. Eis outra palavra-coringa do modismo intelectual brasileiro, seguindo a estrada aberta pelo multiculturalismo. Segregar é separar, excluir, não querer manter contato. Agora, as crianças sem amigos podem acusar os colegas de segregação.  Evitamos contato com diversos tipos de pessoas e por diversos motivos. Existem diversas pessoas que trabalham com moradores de rua, com sua alimentação, saúde, moradia, reintegração. Porém, há quem tenha, pelo motivo mais idiota que seja, certo nojo de estar perto de moradores de ruas.  Ignorar crianças que moram nas ruas e evitá-las é um tipo de segregação.  Não faz sentido criminalizar alguém que não deseja que certa pessoa participe de seu convívio pessoal.
No fundo, o que esta proposta possui é a insanidade de juntar várias propostas isoladas como a criminalização da palmada e da separação de pessoas do seu convívio. Colocaram itens diversos e foram aplaudidos por pedagogos por criminalizarem o bullying. Os "profissionais" da educação demonstram serem incapazes de lidar com este fato escolar e ficaram felizes com a proposta de lei porque a responsabilidade do bom andamento do processo de ensino-aprendizagem se tornou uma questão jurídica. Não precisarão mais estudar e aprender a enfrentar situações, pois bastará acionar a justiça para que o problema seja resolvido. São os perdedores que se alegram quando outros retiram um pouco de seu fardo.
Para completar a proposta, se o "criminoso" for menor de idade não será preso, mas cumprirá uma pena sócio-educativa. Se a prática de bullying ocorre com maior frequência entre crianças e adolescentes, a lei tem qual finalidade? Os professores já não tomam, ou pelo menos deveriam tomar, medidas educativas para lidar com a questão do bullying?  Se o debate acerca da intimidação vexatória está presente nos ambientes escolares, com aprendizados sobre alteridade e diversidade cultural, a pena proposta é mais do mesmo. Sendo assim, o alvo desta proposta de lei é criminalizar adultos. Foca-se no bullying, mas indiretamente se criminaliza a palmada, por exemplo.Punirá, na verdade, os pais e os professores. O efeito jurídico será a possibilidade de enquadrá-los em mais delitos.
Portanto, esta proteção das crianças e adolescentes tem como efeito criar uma geração de incapacitados em lidar com aqueles que não o aceitam. Serão mimados, não mais pelos pais frouxos, mas pelo estado e por todo o poder coercitivo que este possui para criminalizar e punir aqueles de quem os mimados não gostam. Em vez de ensinar a grandeza do gostar de si e de aprender que no mundo há gente disposta a humilhar e diminuir terceiros e que é preciso estar blindado para combater este tipo de gente, estamos ensinando que ser perdedor e psicologicamente abalável é algo bom. O problema não está em aprender a lidar com os chatos, mas o problema é a existência dos chatos, que merecem cadeia.  Neste tipo de inversão lógica é que avançamos para a ruína de nossa sociedade. Exaltamos a incapacidade de enfrentar o mundo, quando deveríamos fazer exatamente o oposto.

Filipe Celeti é bacharel e licenciado em Filosofia pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela mesma instituição.
Publicado no site do Instituto Ludwig von Mises Brasil.